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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Conheça Brooks Wackerman, o novo baterista do Avenged Sevenfold + Entrevista traduzida

Após a banda ter anunciado a saída do baterista Arin Ilejay em julho deste ano, um grande mistério se criou ao redor da pergunta "E agora, quem vai ser o baterista do Avenged Sevenfold?". No início de outubro, a banda postou uma nota oficial em seu site informando aos fãs que eles já trabalhavam com o novo baterista há mais de um ano, o que só fez as especulações e a curiosidade aumentarem ainda mais.

Na manhã desta quarta-feira (4), o Avenged Sevenfold anunciou seu novo baterista através do podcast Talk Is Jericho do musico, ex-lutador de WWE e amigo da banda, Chris Jericho. Brooks Wackerman é o escolhido pela banda para ser o novo baterista do Avenged Sevenfold.

Confira abaixo os trechos mais importantes da entrevista que revelou Brooks Wackerman como o novo baterista do Avenged Sevenfold, e mais a baixo, colocamos detalhes sobre a carreira de Brooks para você conhecer melhor o novo baterista do A7x.
Jericho: Como vocês decidiram que era hora de fazer essa mudança de baterista, e como o nome do Brooks foi cogitado?
Matt Shadows: Pra ser sincero, o nome do Brooks sempre foi cogitado, sabe, desde que o Jimmy se foi, precisávamos decidir quem tocaria no Nightmare, e sentimos que o Mike Portnoy era a escolha certa e eu ainda acho isso, ele destruiu no álbum, foi absolutamente perfeito. Na época um grande amigo nosso colocou o nome de Brooks, mas ele estava ocupado com o Bad Religion [...], mas naquela época já falávamos dele. E sabe, nós fizemos a mudança no meio da turnê, quando trouxemos o Arin, e eu não tenho nada ruim a dizer sobre ele, ele é uma pessoa maravilhosa [...]. Mas em termos de trazer uma pessoa de uma geração completamente diferente da sua, com influências completamente diferentes, e um estilo completamente diferente do que nós gostavamos de ouvir, ao trazê-lo  no meio de uma turnê nós tivemos que mudar a rotina dele para a rotina da turnê, o que é um estilo totalmente diferente, e ele é bem novo, e ele se lançou no meio de tudo isso. E com o tempo ficou muito difícil estar na mesma página que ele, não só na turnê, mas também compondo, e ele não estava onde queríamos que estivesse, e nós somos um bando de caras com muitas influências diferentes, e nós precisávamos de alguém que dissesse "eu tenho essa influência também", "eu consigo ver o que podemos fazer aqui", "eu consigo ver o porquê estamos fazendo isso". E chegou em um ponto onde, depois do Mayhem Festival do ano passado, nós decidimos que para chegarmos onde queríamos, teríamos que fazer uma mudança. Então nós tivemos uma conversa e concluímos que nós poderíamos compor como as coisas estão, e ficará bom, ou, nós podemos agitar as coisas, e ser a melhor banda do planeta e seremos dominantes nos palcos. Então eu dei a ideia e disse que queria falar com Brooks e ver se havia alguma chance, ver onde ele estava na vida dele naquele momento, e eu mantinha contato com ele, mas não como se estivesse o cutucando com a ideia ou coisa assim, apenas queria saber o que ele estava querendo, e acabou que ele estava resolvido com suas coisas e disse que estava procurando algo. Então o que fizemos foi nos reunir, para termos certeza de que não estaríamos avançando rápido demais. Então foi tipo, podemos tocar as músicas antigas? Vamos tocar as músicas antigas. Vamos fazer ensaios. Podemos compor juntos? vamos compor juntos. Vamos tocar algumas coisas, ver o que você faria com essa música, ver se conseguiria fazer 10 tipos diferentes de ritmos pra esse riff, e então tudo se encaixou instantaneamente e nós ficamos muito empolgados. E sabíamos que era isso que o Avenged Sevenfold precisava para estar onde queríamos estar.
Jericho: (...) Me pareceu que quando o The Rev partiu seria tão tão dificil de substituí-lo em tantos níveis, e seria também muito difícil para uma pessoa nova entrar e Mike veio, e deu o que vocês precisavam naquele momento, e depois veio o Arin, uma criança de 20 e poucos anos que eu tenho certeza que ele não tinha nada em comum com vocês, na maior parte das vezes, mas o Brooks tem uma idade similar, e pra mim é o ingrediente que faltava, uma relação com vocês e com o The Rev, e vocês são do mesmo lugar, e isso me parece fazer você se relacionar melhor com a "gangue" do que qualquer outra pessoa
Brooks Wackerman: É interessante para mim porque em todas as bandas em que eu já estive eu sempre fui o mais novo, e eu acho que sou o mais velho no Avenged Sevenfold, alguns anos. Acho que o fato de ter quase a mesma idade, e eles serem de Huntington Beach e eu sou de Long Beach, e compartilharmos das mesmas influências, parece que se encaixou.
Matt Shadows: Uma coisa que eu acho que o Avenged perdeu, não em termos de atitude, mas um coisa que eu gostaria de ter de volta é aquela vibe punk da Califórnia que sempre tentamos manter na banda, por exemplo como quando o Portnoy veio ele estava tipo "eu nunca toquei nessa vibe punk da Califórnia" que fazia parte de todas as músicas. É obviamente um estilo daqui, e é uma coisa que temos em comum com Brooks, uma influência que, se você não nasceu e cresceu aqui, você não terá! Você não aprenderá a escrever musicas assim, aquilo existe em você e acabou.
Jericho: (...) Brooks no Avenged é perfeito! Digo, vocês tem a mesma vibe, o que é ótimo
Matt Shadows: (...) Eu vi como as gerações mudam rápido , como as crianças não escutam mais as bandas mais velhas, as coisas amais velhas, e é por isso que essa entrevista é importante, nossos fãs mais novos precisam saber que essa mudança vai ser boa para todos.
Jericho: E como fã da banda, sou fã da banda desde antes de nos tornarmos amigos, e eu achei essa mudança ótima, aos fãs mais que estão ouvindo e ainda estão pensando no Paul, ou Josh ou Joey Jordinson,  veja alguns vídeos do Brooks no youtube, vai te deixar maluco! Vocês conseguiram um ótimo baterista.
Brooks já tocou em diversas bandas, e com variados estilos musicais. Seus trabalhos mais conhecidos estão ligados ao Punk Rock, como por exemplo quando entrou para a aclamada banda Bad Religion em 2001. E também quando substituiu o baterista Travis Barker, do Blink-182 na turnê de 2013 da banda. Mas Brooks também tocou em outros projetos como por exemplo na banda de Metal americana Suicidal Tendencies e a um pouco menos famosa Infectious Groove.

Wackerman também é o baterista de turnê da banda de Jack Black, o Tenacious D, e com certeza, para ser o escolhido por Jack Black o cara tem que ser no mínimo um bom baterista. Além disso, Brooks tem um outro projeto com membros das bandas Korn e Faith No More, o Fear and The Nervous System, que é uma banda de Rock e Metal progessivo e com um estilo bem único e peculiar.

No vídeo abaixo podemos conferir um pouco do talento de Brooks em um pequeno solo durante um show do Tenacious D.



Em outro vídeo podemos ver ele tocando a música Infected, com o Bad Religion, em um show no ano de 2009.



Agora que todos conhecem um pouco mais de Brooks Wackerman, façam suas apostas. Qual será o estilo adotado pela banda no próximo álbum? A banda já está trabalhando com o cara há mais de um ano, será então que um sucessor para Hail to the King está próximo? Essas perguntas e muitas outras teremos que esperar um pouco para termos as respostas, mas nada nos impede de fazermos nossas apostas até lá. Mas em todos os casos, Brooks Wackerman, seja bem-vindo ao Avenged Sevenfold!
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