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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A7x ao Bitetone: "Precisamos trazer mais pessoas para o Rock N' Roll"

Enquanto estiveram em Hong Kong à banda foi entrevistada pelo site Bitetone, foi uma conversa bem dinâmica falando pontos atuais e antigos da carreira. Como os caras entraram no Rock and Roll, como enxergam seu trabalho, o processo de criação das musicas e a diferenciação de cada álbum.




Bitetone: Como vocês descreveriam sua música?

A7x: É tudo sobre “um lugar” honestamente (risos). Cada disco é completamente diferente do outro e cada canção tem sua própria jornada, e realmente não ficamos em um único gênero em particular, tocamos metal, hardcore, punk, rock ou qualquer outro nome que você queira dar.

Bitetone: Quais são os equipamentos dos shows? É muito diferente dos de estúdio? Além disso, existe diferença nos equipamentos das turnês no Oriente e no Ocidente?

A7x: É um pouco diferente sim, mas ainda usamos os mesmos amplificadores, microfones. Ás vezes pode haver mudanças. A durabilidade é muito importante, estamos sempre procurando equipamentos para poder viajar bem e manter a qualidade.

Já a produção de palco é um pouco difícil para nós, arrumar os shows que fazemos na América e trazer para o resto do mundo é difícil. Em vez disso o que fazemos é tentar trazer a nossa equipe para operar nos equipamentos. Porque voamos quase todos os dias, e não temos muito tempo para esses palcos. Bandas maiores, como Metallica ou Aerosmith geralmente tem alguns dias para a montagem, já nós só temos o tempo para entrar e sair rapidamente.

Bitetone: Há metas que vocês querem alcançar como banda?

A7x: Nós realmente não temos metas, temos sonhos. Nunca soubemos o significado de ser uma grande banda ou até onde isso nos levaria. Existem diferentes graus de “popularidade”, por exemplo, o gênero rock nos Estados Unidos, você pode até ser a maior banda, mas é ainda não é considerado exatamente um mainstream (popular).

Os populares nos EUA são Katy Perry ou Rihanna, que são as mais dominantes. Já se você ver pelos números em si, a gente sendo banda do gênero rock, fomos a mais tocadas no país ao lado do The Pretty Reckless ano passado, e esses nossos números ficam menores comparado com um verdadeiro artista de mainstream. Por exemplo, um artista como a Rihanna está recebendo 40 milhões tocando durante a semana e já nós recebendo 2000. Assim que acontece a mainstream. As crianças possuem um pensamento mal interpretado achado que somos uma grande banda de rock, mas o que acaba acontecendo é somente gostamos de escrever musica, e ninguém vem até nós e diz o que temos que fazer, fazemos o que queremos fazer.

Queremos mais pessoas para nos ouvir; queremos que as pessoas se introduzam no rock e heavy metal. Há sempre uma banda que te traz e faz com que você cave mais fundo no assunto, então você encontra todo o material, encontra as bandas de metal da Europa, e começa a entrar no material de grupos mais antigo como Led Zeppelin, AC / DC e Guns N' Roses. Não nos importamos de ser aquela banda, mas queremos ser também aquela banda traz pessoas para ouvir rock.

Bitetone: Então, qual é a banda que influenciou vocês a entrar no heavy metal?

Synyster Gates: Eu acho que nesse caso pensamos diferente, para mim, pessoalmente. Eu gosto de algumas coisas estranhas. Mr Bungle é uma das minhas bandas favoritas e Pantera é exatamente o que eu quero ser. Eu acho que eles encarnam a liberdade criativa para fazer o que quiser e ter um som mais pesado.

M. Shadows: Meu pai da primeira me meteu para os mainstreans do rock como Nirvana e Guns N' Roses. Eu realmente gostei de Guns N' Roses, eles são mais rock and roll. Então eu entrei no punk rock como NOFX e Bad Religion, e ainda estou nele. Mas, em torno de 1991 - 1994 vários discos foram lançados, houve Cowboy from Hell e Vulgar Display of Power do Pantera, em seguida, o Slayer lançou Divine Intervention  e todos esses discos que saíram me chamou para o heavy metal.

Bitetone: Vocês podem-me dizer sobre o processo de criação dos discos e como isso mudou quando vocês começaram a tocar?

A7x: É sempre diferente; cada disco tem uma meta, dependente de qual seja. Para City Of Evil foi uma influência do metal europeu, estávamos apenas tentando provar que podíamos tocar. Para o álbum Branco (Self-Titled / 2007), queríamos uma pegada mais groove, portanto, acabou sendo mais louco, temos música com estilo country e há também "A Little Piece of Heaven", que é uma loucura a parte. Em Hail To The King queríamos escrever algo que fosse um retrocesso completo do que nós crescemos ouvindo e quem sabe introduzir as crianças para um som de rock mais simplificado. Cada disco tem sua própria vibe e tentamos aprimorar sempre.

Bitetone: Durante o processo de criação, quando vocês sabem que uma musica está pronta?

A7x: Toda vez é diferente, ficamos juntos e a partir dai cada um apontar as coisas que gostaria de tentar fazer e damos a nossa opinião por cima. Mais frequentemente acontece de um dia a gente acha que é a melhor música de todas, e no dia seguinte paramos e pensarmos: o que estávamos pensando? (todos risos)

Para ser honesto, a gente faz tantas coisas que fica filtrada através desse processo e são jogados fora. Às vezes, vem alguém e contribui com uma ideia incrível e nós trabalhamos nisso, é sempre diferente, cada disco tem sido um processo diferente. Por exemplo, com Hail To The King queríamos fazer uma diretriz muito rigorosa, já nos outros álbuns não há tanto essa diretriz e as coisas (divulgação) estavam em todo o lugar. Por isso é sempre diferente.

Bitetone: Quando vocês fazem uma música, já consideram como ela ficaria ao vivo?

A7x: Nunca utilizamos disso e eu acho que por isso que os discos antigos realmente não se traduzirem tão bem ao vivo, elas são muito rápidas e técnicas, e quando você está tocando em um grande palco, as coisas se perdem. A parte técnica vai se perder, e só vai começar a sair o som em todos os lugares. Aprendemos que, em 2006, assistindo Metallica ao vivo nos estádios, eles estavam tocando o material antigo e as pessoas gostavam porque sabiam as músicas, mas a qualidade do som não era tão boa quando eles só modificavam para um groove. Então, às vezes nós pensamos sobre isso, quando estamos a escrevendo as músicas, pensamos como seria trabalhar com elas ao vivo. Por exemplo, Nightmare, sabíamos que seria ótima para shows, e também seria ótima para abrir para o disco.

Bitetone: Com tanta experiência de banda, que vocês acham que é mais difícil para escrever uma música?

A7x: Eu acho que é sobre como pensamos; em termos de deixar as coisas saíram naturalmente e tentar não passar do limite. Eu acho que a maioria das bandas vai para um determinado ponto. É como uma bifurcação na estrada; você vai fazer esta forma ou vai mudar a maneira? Vamos continuar fazendo uma curva gigante, porque nós gostamos de ir na estrada menos percorrida. Especialmente depois de fazer um disco tão desacelerado como Hail To The King, só há uma maneira de seguir: mais rock and roll ou uma direção mais maluca, e acho que nós sempre escolhermos o caminho mais maluco. Para mim, isso significa menos polimento nas músicas, mas você ainda quer escrever grandes canções, por isso tem que ter um equilíbrio.
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