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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

M Shadows para a FMJ: "Nós apenas agradamos à nós mesmos antes de tentar agradar alguém"

Matt Shadows conversou com a Full Metal Jackie, no Loudwire's Night, onde ele falou sobre o jogo Hail to the King: Deathbat, como ele vê o fato de hoje inspirar jovens ao redor do mundo com o Avenged Sevenfold como seus ídolos inspiram ele, sobre a declaração de Gene Simmons (Kiss) dizendo que "O rock está morto", críticas à banda e muito mais!

Confira a entrevista completa traduzida abaixo.

Full Metal Jackie: O que faz com que uma banda de Metal, especialmente o Avenged Sevenfold seja perfeita para se tornar personagens de um jogo?

Matt Shadows: [Risos] Isso é uma pergunta que eu realmente não pensei sobre, mas eu diria que a imagem do Avenged Sevenfold e como nos aproximamos de nosso trabalho artístico e como abordamos o humor em nossas músicas é perfeito para um jogo digital. Os personagens são - temos muitas obras de arte, onde fizemos cabeças do personagem serem cortadas ou de nossos membros da banda com suas cabeças sendo cortadas, onde somos todos Deathbat’s, nossa personalização única. Portanto, há um monte de imagens nisso tudo que ficam bem em um jogo. Sobre o Avenged Sevenfold, eu acho que nós somos os candidatos perfeitos para um jogo.

Full Metal Jackie: As músicas em "Hail to the King: Deathbat” São voltadas especialmente para o jogo. Criativamente, qual é a maior diferença entre escrever músicas para um álbum e escrever para um jogo digital?

Matt Shadows: O maior delas é que não existem letras. Quando você pensa em rock and roll e metal, muito disso é baseado em torno do riff. Se você pode cantar sobre o riff, e que o ritmo vai ser assim, você tem que deixar espaço para o vocalista, que é o que as pessoas consideram uma das partes mais essenciais e importantes. O que ele está falando? Onde está o espaço para o vocalista? Tudo realmente funciona em torno do que o vocalista está cantando? Em termos de fazer música para um vídeo game realmente é mais musical. Então você está lá sentado pensando, "OK, bem esta linha de guitarra ou de bateria vai ser o principal ponto que todo mundo precisa ouvir quando você está jogando o jogo." Você precisa se lembrar de uma melodia de uma linha de guitarra ou um sintetizador. Assim, a direção e a vibração de tudo é mais voltada pra musica. Eu diria que, para nós, tentar tirar bons resultados de coisas sem vocais é em sí um desafio.

Full Metal Jackie: Alguns jogos realmente têm episódios. 'Madden NFL' está em sua versão 15. O "Hail to the King: Deathbat” e seus personagens seriam o início de uma franquia de jogos?

Matt Shadows: Esse jogo foi feito inteiramente para os fãs. E tenho a sensação de que este jogo vai provavelmente desencadear um tipo de costume. Se ela crescer mais do que imaginamos então nós adoraríamos fazer mais. Nós adoraríamos fazer mais de qualquer maneira. Eu acho que fazer um segundo, independentemente de qual seja a reação, está nos planos. Se o segundo sair e todo mundo amar o jogo, então não há nenhuma razão para nós não fazer.

Considerando o quanto eu gostei de fazer isso, e quanto a banda gostou de fazer essas músicas como parte do processo. Vamos fazer isso até não nos sentirmos mais felizes. Neste momento, temos este ciclo onde saímos em turnê por um, dois anos de cada vez. Então ficamos cansados de turnês e queremos escrever um novo álbum, em seguida, vamos gravar um novo registro, então você só quer sair do estúdio e entrar em turnê novamente. Não há nenhuma razão pela qual não possamos voltar a fazer jogos em que se misturem bem, nós gostamos de trabalhar e nós gostamos de ser criativos dessa forma.

Full Metal Jackie: Agora que o vídeo game está saindo, quando a banda vai se juntar e apontar a sua atenção para a música nova, um próximo álbum e turnês?

Matt Shadows: Nós temos muitos lugares que não passamos com a "Hail to the King  Tour” no mundo e nós vamos ir até estes lugares primeiro. Agora estamos realmente em um momento de descanso onde estamos tendo ideias e ficando animados de novo, mas realmente não estamos pensando em escrever um álbum apenas por escrever. Não queremos começar nada muito cedo, não iremos escrever um álbum novo tão rápido.

Para nós, o que nós queremos é, começar algo quando não conseguirmos aguentar mais e tenhamos que escrever um álbum novo. Nós apenas começamos a sair com nossas famílias e ficar em casa, fazendo coisas que temos vontade de fazer. Sobre um próximo registro e o que vai acontecer em um futuro, eu realmente não tenho ideia. Mas eu sei que, só vamos fazer algo quando essa chama voltar à queimar, que eu sei que vai, porque ele já está começando. Nós gostamos de esperar até um momento onde temos que chegar lá e gravar um álbum, porque estamos muito parados.

Full Metal Jackie: Recentemente Gene Simmons (Kiss) declarou que o rock está morto e isso realmente despertou uma série de reações apaixonadas de outros músicos. Qual a sua opinião sobre essa declaração? Especialmente desde que a sua banda está no topo entre os músicos que mantêm a música pesada viva.

Matt Shadows: Declarações como essas são apenas para chamar a atenção das pessoas. Pessoas que estão em bandas que querem fazer música por amor à música, vão fazer isso, independentemente de qualquer declaração. Eu li essa declaração, acho que algumas delas estão fora da realidade. Eu entendo o que ele está dizendo, mas o rock nunca vai morrer. Nós todos sabemos disso. Isso não quer dizer que o rock seja o principal entretenimento e música do momento, obviamente, não é. Mas eu entendo o que ele está dizendo e eu entendo todos e as suas respostas a essa declaração. Para mim tudo isso é apenas um drama online e eu poderia me importar menos.

Full Metal Jackie: Você cresceu gostando bandas clássicas como Guns N 'Roses, Metallica, Maiden. Qual é a principal sensação em saber que você e sua banda inspiram crianças à se expressar musicalmente também, assim como suas bandas favoritas fizeram?

Matt Shadows: É uma sensação boa, porque não há nada como pegar uma guitarra ou uma bateria e juntar-se e criar música com seus amigos pela primeira vez. Nós não podemos ter isso agora. Posso dizer que eu adoro andar no palco e tocar música com meus melhores amigos. Mas nada vai ser parecido com os primeiros dias, quando eu estava na garagem e que pela primeira vez a energia parecia fluir em sintonia e você está trancado com Jimmy tocando bateria e Zacky está lá e nós estamos fazendo música, e pela primeira vez você esta realmente aprendendo o caminho entre os instrumentos. Não há nada parecido com isso.

Eu acho que se nós podemos inspirar as crianças a fazerem isso e pegar os instrumentos e melhorar seu trabalho e ajudá-los a serem bons em alguma coisa. Que é estar tocando guitarra ou piano, ou bateria e ser bom em música. É muito legal porque faz você se sentir bem com você mesmo, é uma coisa saudável. Praticar muito e se tornar realizado em alguma coisa. Se nós conseguirmos inspirar uma criança para pegar uma guitarra, e cada vez menos crianças estão fazendo isso hoje em dia, seria muito legal porque eu sei como ele se sentiria especial como  era especial para mim.

Full Metal Jackie: Quando você descobre a música, ela se torna uma coisa muito poderosa em sua vida. É pura paixão. Mas, uma vez que você torna isso uma carreira existe um perigo real de que o seu amor pela música possa mudar. Como você tem certeza de que a música nunca perde essa essência que estava em você naquele momento?

Matt Shadows: Nós fazemos um monte de coisas que irritam as pessoas e nossa base de fãs. Tentamos não ficar pensando muito nisso. Para nós, isso significa que nós não vamos redes sociais - temos redes sociais do Avenged Sevenfold, mas nenhum dos membros da banda tem Facebook ou Twitter. Não é porque nós não queremos estar no meio dos fãs, mas é uma perseguição constante de “este é seu trabalho”, “isso é o que você faz”, “é por isso que você é conhecido”, “fale com a gente o dia todo sobre música”. Isso nos faz ficar longe da música e começa a entrar em outras coisas, como estávamos falando antes. E isso não me interessa.

Para o que nós fazemos, nós precisamos dar um tempo, nós descansar. Algumas pessoas vão surfar, eu gosto de golfe. Nós gostamos de fazer outras coisas, ficar longe disso as vezes. Não colocar nossas vidas completamente nisso de forma que as coisas que não são importantes se tornam importantes para nós. Nós tentamos manter dessa forma - quando vamos gravar um álbum, entramos no estúdio juntos, temos um grande momento e tentamos escrever as melhores músicas que conseguirmos, sem qualquer outra influência externa. Que seja o que os fãs querem ou o que a gravadora quer, isso ou aquilo. Essa é a maneira que nós nos mantemos tranquilos, porque assim que você ficar entediado com o que você está fazendo ou não tem orgulho do que você está fazendo ou lança um disco ou sai em turnê quando você não quer fazer isso, que é quando isso se torna um trabalho. Nossa missão desde o primeiro dia foi garantir que isso nunca faça a gente sentir como se estivéssemos em um trabalho. Nós apenas agradamos à nós mesmos antes de tentar agradar alguém.

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