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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rockzone entrevista Synyster Gates: Composições, ideias e a evolução com o Waking The Fallen

A revista espanhola Rockzone entrevistou Synyster Gates na sua edição #106, onde o guitarrista do Avenged Sevenfold fala sobre uma possível "Turnê comemorativa" do Waking The Fallen, como foram as composições do álbum e qual eram as ideias da banda na época, a evolução em relação ao Sounding The Seventh Trumpet e como ele enxerga aquela antiga banda atualmente e muito mais.


Confira a entrevista completa abaixo.

Rockzone: Quando foi a última vez que você ouviu Waking The Fallen e o que você ficou sentindo?

Synyster: Há muito tempo que eu não escuto. Recentemente, ouvi as demos que estão incluídas na reedição. Foi incrível ouvir como nós escrevemos coisas mais caóticas e bizarras do que as que seriam publicadas nas faixas do disco. As demos são incontroláveis. Foi muito divertido. 

Rockzone: Ainda reconhece o grupo desse disco ou você vê como outra banda?

Synyster: Sim, é uma versão mais imatura de nós mesmos. Existem mais canções e algumas partes bregas (risos), mas acho que a direção que íamos e estávamos era por sermos jovens. Faz-me sentir orgulhoso. 

Rockzone: Você acha que pode ter novos fãs que ainda não tenham escutado?

Synyster: Sim, é claro. Foi o décimo aniversário, por isso foi uma desculpa perfeita. E os fãs antigos também pode ver algo como demos extras e o DVD documentário. 

Rockzone: Na gravação em si, é muito diferente de como vocês tocam agora?

Synyster: Em Realidade nenhuma. Acho que usamos o Pro Tools e equipamentos da mesma maneira. Nos juntávamos e escrevíamos. Agora fazemos um em cada lugar, mas todos nós vivemos muito perto, dentro de cinco minutos a pé, por isso fica fácil para tocar. Nós nunca vamos para Los Angeles ou em um estúdio, e apenas deixamos o estúdio quando parar de gravar. 

Rockzone: Em comparação com a sua estreia em Sounding The Seventh Trumpet, Waking The Fallen era mais melódico e podem ouvir-se vocais mais limpos. Foi algo que M Shadows queria fazer ou a banda inteira queria ir nesta direção?

Synyster: Eu não estava envolvido no Sounding The Seventh Trumpet, mas acho que Jimmy e eu, e todos que estávamos no grupo queriamos evoluir. Foi divertido experimentar isso musicalmente. Eles tinham ideias diferentes, mas não sabiam exatamente o que queriam. Mas pelo meu conhecimento musical e pelo grande talento do jimmy fomos capazes de experimentar muitas coisas novas. Para nós, as melodias eram muito mais atraentes do que os gritos. 

Rockzone: O álbum também tem mais solos de guitarra. Isso foi coisa sua?

Synyster: Sim, sim. Queríamos ser os melhores músicos possíveis e fazer melodias. Nossas bandas favoritas, Guns N 'Roses, Metallica, Pantera, todos tinham solos, todos tinham grandes guitarristas solo. E, eu como o guitarrista solo, também queria explorar e me divertir. 

Rockzone: Quando o álbum foi lançado isso chamou muita a atenção. Você acha que foi o momento certo para que isso acontecesse?

Synyster: Sim, demos um grande passo em frente. Isso nos permitiu chegar ao topo da cena do metalcore, ou como você quiser chamá-lo. Nós queríamos fazer um novo tipo de metal, que era melódico, mas pesado. Mas ainda era uma pequena cena em termo global. Nós realmente ganhamos o respeito porque éramos o grande peixe na lagoa pequena, eu acho. 

Rockzone: Muitas das bandas dessa cena não existiam ainda. Você se considera um sobrevivente?

Synyster: Quando você é jovem, você pode sair em turnê e não se preocupar com dinheiro ou qualquer uma dessas merdas, mas nós tivemos sorte o suficiente para começar a ganhar dinheiro antes de se preocupar com o dinheiro (Risos). Quando você tem 30 anos, você não pode ir por dois meses em uma van e não ser capaz de pagar o aluguel, alimentar os seus filhos... Mas como eu disse, nós tivemos sorte o suficiente para começar a ganhar dinheiro muito antes, e pudemos seguir em frente. 

Rockzone: Muitos grupos fazem turnês temáticas focadas em um disco, tocando ele inteiro. Você pensa em fazer algo semelhante com Waking The Fallen?

Synyster: Espero que não! (Risos). Talvez no vigésimo aniversário, o Metallica tem, Stone Temple Pilots também, entre outros, mas pessoalmente eu não gosto dessas turnês. Mas quem sabe, talvez se os fãs pedirem muito, podemos fazer isso algum dia. 

Rockzone: Você seria capaz de tocar todas as faixas do álbum, se você tivesse que subir no palco em uma hora?

Synyster: Não, porra, não. Precisa de pelo menos duas semanas para ensaiar (risos). 

Rockzone: Apesar de vocês serem muito jovens, o álbum foi muito ambicioso, músicas muito longas. Era ambição ou temeridade?

Synyster: Waking The Fallen foi um processo de aprendizagem. Nós ainda não tinhamos trabalhado com um produtor e ainda tínhamos os vocais gritados. Acho que foi no City of Evil quando realmente fomos capazes de gravar a música como ouvíamos em nossas cabeças. Eu não tenho vergonha de qualquer disco, Waking The Fallen foi perto do que queríamos fazer, mas ainda faltou um pouco.

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