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sexta-feira, 14 de março de 2014

Avenged Sevenfold em São Paulo pela Rolling Stone

A Consagrada revista Rolling Stone fez um artigo do show da banda intitulado "Sem muitas surpresas, Avenged Sevenfold fez show com o público na mão em São Paulo". Eles dão pequenos detalhes do show. Confira!





Com 15 anos de carreira, o Avenged Sevenfold parece ser uma banda que se sente confortável no posto que alcançou e comanda com segurança os shows da turnê atual, que divulga o disco Hail to the King (2013). Do começo ao fim da apresentação no Espaço das Américas, em São Paulo, na quarta-feira, 12, a banda teve o público na mão, e, com uma apresentação ascendente, deu o pontapé inicial na sequência de shows que faz no Brasil ao longo deste mês.

O guitarrista Synyster Gates inicialmente subiu ao palco sozinho, após “Back in Black”, do AC/DC, cessar no som mecânico, e as cortinas se abrirem. Se estava perdido após a morte do baterista Jimmy “The Rev” Sullivan, em 2009, o Avenged Sevenfold encontra-se agora estabelecido, com o baterista fixo Arin Ilejay e o disco Hail to the King demonstrando uma clara busca por influências de um heavy metal mais clássico. Nessa toada, “Shepherd of Fire” – que abre o disco – foi a primeira também do show, recebida com gritos ensurdecedores (o microfone de M. Shadows parecia estar desligado), seguida pela dupla “Critical Acclaim” e “Beast and the Harlot”, dos discos Avenged Sevenfold (2007) e City of Evil (2005) – trabalhos mais característicos, que alçaram a banda ao sucesso. M. Shadows aproveitou para contar que havia uma cidade que tinha implorado para que eles a visitassem. “E eram vocês”, ele completou, enaltecendo a paixão dos paulistanos.

Enquanto o guitarrista Zacky Vengeance mostrava um sutiã pendurado no pedestal de seu microfone, o vocalista M. Shadows chamou outras duas músicas de Hail to The King: a faixa que dá nome ao álbum e “Doing Time”, a qual anunciou perguntando se estavam todos “prontos para dançar”. As canções do novo disco do Avenged eram recebidas de maneiras distintas pelo público. Enquanto uma parte as cantava com devoção, a outra apenas balançava a cabeça, aprovando, mas sem fazer questão de participar.

Já sem o casaco que usava quando subiu ao palco, o guitarrista Synyster Gates se viu solitário, com sua guitarra, logo abaixo da bateria de bumbo duplo posicionada bem no centro e em cima do palco, fazendo a introdução de “Buried Alive”. O riff, dedilhado, executado com um virtuosismo quase mecânico de Synyster, foi um dos momentos altos da apresentação, recebido com muitas câmeras de celulares e tablets apontados em sua direção. “Buried Alive”, do disco Nightmare, ganhou versão prolongada, contando, inclusive, com a presença de um fã no palco. Ele foi convidado a cantar um dos versos da música – e o fez muito bem.

Mais cedo, o vocalista M. Shadows havia dito que queria mudar o setlist, já que assim os fãs não teriam que ouvir as mesmas músicas todas as vezes que o grupo voltasse aqui. Antes de “Seize the Day”, ele reforçou: “acho que não tocamos essa no nosso último show aqui”. Entretanto, pela semelhança com o setlist das apresentações recentes do Avenged Sevenfold no Chile e na Argentina, nada foi recebido com a surpresa que o cantor previa.

Foi evidente o crescimento do show, com participação cada vez mais espontânea da plateia. A performance solo de guitarra de Synyster Gates foi recebida com olhos atentos e gritos inconstantes. Os solos rápidos e melódicos falavam por um guitarrista de rosto quase inexpressivo – o penteado e o sorriso sutil se mantiveram durante toda a apresentação. Foi eles quem puxou “Afterlife”, um dos maiores hinos do grupo, tocada pelos dois guitarristas da banda, que se posicionam de modo a formar um “V” com suas guitarras, visto que Zacky Vengeance é canhoto. A plateia acompanhou os riffs com “ôôôs” tradicionais e após a música – a mais intensa do show –, M. Shadows disse, “Jimmy [The Rev] estaria muito orgulhoso, vocês cantaram muito bem a parte dele nos vocais”. A frase foi recebida com gritos de “Jimmy”.

Após “This Means War”, de verso incrivelmente parecido com “Sad But True”, do Metallica, o vocalista gritou “I’m not insane”. Era hora de “Almost Easy”, outra das queridinhas do público paulistano, e logo depois que ela acabou (e de um “boa noite”) a banda deixou o palco. Ninguém ameaçou arredar pé, e logo um coro foi formado, “Little piece! Little piece!” - era o público pedindo “A Little Piece of Heaven”, de Avenged Sevenfold.

“Estão cansados? São Paulo nunca está cansada!”, voltou o cantor M. Shadows, puxando “Unholy Confessions”, que, inevitavelmente foi seguida de “uma música sobre sexo. Uma música sobre assassinato. Uma música sobre sexo após assassinato”, como disse Shadows. Tratava-se da tão desejada “A Little Piece of Heaven”. Com mais de 8 minutos de duração, a canção foi o presente que o público queria para voltar para casa com um sorriso no rosto. Neste momento, casais surgiam e se sentiram à vontade para se abraçar e beijar, enquanto a banda distribuía intermináveis palhetas, baquetas e garrafinhas d’água.

É perceptível que todos os integrantes do Avenged Sevenfold têm mais motivação para tocar as músicas novas, momentos do show em que eles apresentam mais movimentação no palco, piscadelas, pulos, acenos de cabeça. Entretanto, o público brasileiro, apesar de aceitar bem as novidades, queria mesmo ouvir as faixas que ficaram diretamente associadas ao nome na banda, principalmente as dos discos Avenged Sevenfold e City of Evil. Durante o show, a troca é calculada, e o grupo tem a plateia na mão. Para um setlist com “greatest hits” de 15 anos de banda, a proporção se justifica e todo mundo sai feliz.
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