Receba todas as notícias do Avenged Sevenfold no seu E-mail

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Confira entrevista de Johnny Christ para a revista Bass Player

Johnny Christ foi destaque da edição de dezembro da revista Bass Player, onde ele além de ter sido o assunto principal da revista, também concedeu uma entrevista.

Na entrevista, Johnny fala sobre diversos assuntos tanto do Avenged Sevenfold, quanto a parte técnica de seu baixo e também sobre sua linha de baixos da Schecter.

Confira a entrevista traduzida na íntegra abaixo:

Bass Player: Tem poucos momentos no novo álbum quando o baixo realmente aparece, mas isso claramente não é uma prioridade para você. Muitos de seus colegas concordam que é a medida adequada de um baixista.

Johnny Christ: Obrigado por dizer isso. Especialmente quando você está tocando heavy metal e hard rock, é aí que o baixo deve ser misturado com o groove na maioria das vezes. Há momentos para mostrar que você pode tocar. Ou, mais importante ainda, momentos que você tem que acentuar uma parte de uma canção.

Bass Player: No cenário A7X, como você faz a marcação do seu som?

Johnny Christ: Primeiro, eu estava indo na direção errada sobre isso, procurando muito de low end – mais sentida do que ouvida. Quando nós começamos trabalhando com Mike Elizondo no Nightmare, eu toquei muito de Rickenbackers e P-Basses. Aquelas bases tem muito de low midrange – o baixo mistura bem com o bumbo, e ao mesmo tempo isso adiciona uma textura muito legal para as guitarras. Então, baixo mais alto e freqüências mais baixas têm sido realmente importante para mim. Nessa parte do cenário, as guitarras vão soar como elas soam. Mas tire o baixo e elas não vão soar. Eu estou basicamente procurando a melhor maneira para maximizar o impacto da guitarra.

Bass Player: Como sua técnica de tocar mudou ao longo do tempo?

Johnny Christ: Quando eu comecei com o Avenged Sevenfold, algumas de minhas músicas favoritas vinham de Duff McKagan. Ele toca com uma palheta, então eu comecei fazendo o mesmo. Em nossos registros anteriores, teve um elemento progressivo em nossas músicas, e a palheta deu ao meu tom a fatia e a presença que eu queria. Eu também cresci ouvindo Steve Harris e Robert Trujillo. Estar em turnê e vendo esses caras realmente tocar, me faz pensar “Ok, eu sou o tipo trapaceiro por aqui”. Então eu comecei a desenvolver esse meu lado de tocar. Agora eu toco ou com palheta ou com meus dedos, dependendo do som que eu quero. Neste disco, “Heretic” é uma música que parecia precisar de um tipo sujo de tom de baixo, então eu usei a palheta nela. Eu tenho tocado com a palheta desde que eu tenho 12 anos de idade, então isso tem sido uma realização em mim mesmo para começar a transformar-me em “um baixista estilo dedo”. Eu sinto que tocar com meus dedos me dá mais controle sobre as notas.

Sendo com meus dedos ou com a palheta, eu gosto de atacar o baixo tão pesado quanto eu puder. Eu sempre amei o som percussivo das cordas de uma guitarra baixo, quando parece algo batendo contra uma parede de metal. Isso é algo que eu sempre fui fã. Ao longo dos anos, eu tenho experimentado diferentes maneiras para ter isso. Isso é como qualquer outra pessoa diria: ”Eu realmente gosto de como isso soa. Como eu posso chegar lá? Como eu posso chegar lá?!” Apenas agora nesse álbum, tornei-me extremamente feliz com os tons que estive procurando ao longo de muito tempo.

Bass Player: Por anos você tocou Ernie Ball Music Man StingRay Basses, mas agora você tem uma nova assinatura, Schecter Bass. Como isso aconteceu?

Johnny Christ: Eu toquei StingRay por anos – eles têm um baixo maravilhoso, e a companhia foi ótima para mim. Eu apenas queria mudar as coisas e desenvolver minha própria assinatura de baixo. Nós conversamos sobre fazer alguma coisa juntos, mas eles queriam continuar fiéis ao que estavam fazendo.
Quando eu toquei  P-Basses e Rickenbackers no Nightmare, eu senti como se estivesse ficando mais próximo do que eu queria chegar. Eu queria o percussivo low end do StingRay humbucker misturado com o clássico toque do P-Bass clunk e Rickenbacker growl.

Por seis meses, Schecter e eu experimentamos seis ou sete diferentes combinações de captadores depois finalmente achamos um captador de guitarra EMG 81 na posição do pescoço. Quando nós experimentamos isso, nós soubemos que nós achamos o que estávamos procurando. Com um botão de mistura para rolar de um captador para o próximo, o baixo ganhou realmente um som amplo, de uma clareza incrível para um grunhido distorcido.

Direto para o meio fica o som que eu geralmente quero. Depois de 60 anos de baixo elétrico, muito de hoje em dia é a mesma coisa, é legal estar empurrando alguns limites e tentando novas coisas.

Bass Player: O estilo de corpo e cabeçote me parece uma inspiração na estética Rickenbacker.

Johnny Christ: Eu fui para uma companhia de design e disse: "eu quero alguma coisa que pareça metal, mas metal clássico”. Eu não queria isso para parecer elegante. Eu definitivamente levei alguma inspiração do Rickenbacker headstock, porque você olha para esse baixo e você sabe que essa é uma surpreendente parte do equipamento. Assim como com a musica da nossa banda, eu desgastei minha inspiração fazendo isso.

Bass Player: Numa entrevista recente, M Shadows caracterizou o novo álbum como “um álbum do início dos anos 90 e fim dos anos 80”. Você acha que é isso, da perspectiva do baixo?

Johnny Christ: Sim, absolutamente. Final dos anos 80 e início dos anos 90 início de bandas de metal como Metallica, Pantera – É com isso que eu cresci. Eu mesmo digo que fomos mais longe do que isso,  como Iron Maiden. Ouvindo Steve Harris no final dos anos 70 e início dos anos 80, é inspirador para mim ouvir uma banda de heavy metal que tem todo um grande trabalho de guitarra, mas também incorpora o som de um baixo incrível. Isso é algo que eu sempre quis fazer. Quando uma música chama por mim, eu estou pronto para fazê-la. Mais uma vez, Rex Brown e Duff McKagan são grandes influências sobre mim. Cliff Burton é provavelmente o maior. Tudo era uma nova direção de tocar baixo na época. Sonoramente, era um tipo de música que tinha muita coisa acontecendo, se você entrar em sintonia, você pode ouvir o que cada instrumento estava fazendo sozinho, mas quando você junta, é tudo tão pesado e moldado perfeitamente.

Bass Player: Como você escreveu suas partes de baixo no Hail To The King?

Johnny Christ: Desta vez, estávamos escrevendo todos os dias durante nove meses seguidos, e não havia muito tempo para eu trabalhar especificamente em minhas linhas de baixo, eu estava trabalhando mais focado nas músicas. Cerca de um mês antes de começarmos a pré-produção foi quando eu comecei a fazer as linhas de baixo. Mas o tempo todo eu estava pensando na minha cabeça, eu vou escrever algumas coisas diferentes, mas ao final do dia, eu quero entrar no estúdio com a cabeça limpa em cada canção e realmente sentir a vibração de como as coisas estão soando – como os tambores estão vindo juntos com a guitarra, e como tudo está apenas começando a se reunir. Então eu aprimorei o que precisava acontecer no baixo.

Bass Player: Você acha canções calmas como "Crimson Day" particularmente desafiadoras?

Johnny Christ: Quando eu estava naquela música, eu estava tocando coisas um pouco pesadas. Eu pensei que poderia ser legal se tivesse uma balada dos anos 90, e que talvez eu pudesse me safar fazendo algumas linhas de estilo clássico como Duff, como o que ele fez em "November Rain" ou "Don’t Cry". Quando a música começou a realmente se juntar, eu estava tocando linhas que estavam muito parecidas, e antes que alguém falasse alguma coisa, eu percebi que isso não ia dar certo para essa canção. Então, eu voltei trás no que tinha decidido, ouvi o bumbo e a caixa, e tentei apenas seguir uma linha sonora e não algo como "que é que o baixo está fazendo?", apenas mantive uma linha. Enquanto a música era construida, eu senti como se houvesse algum espaço em aberto, assim eu toquei algumas coisas para dar um tom de sentimento angelical.

Bass Player: "Heretic" destaca-se pelo seu tom pesado.

Johnny Christ: Lá, nós usamos um EMG 81 pickup. O som só precisava parecer alto e com distorção. Foi uma combinação de quatro coisas: tocar com uma palheta, tocar com força com ela (palheta), voltando-se para o captador do braço, virando o canal de distorção. Cada um era uma sutil mudança em si, mas todos eles juntos realmente trouxeram o valor sonoro do que estávamos procurando.

Bass Player: Quando você está tocando com uma palheta, onde você está palhetando nas cordas?

Johnny Christ: Eu vou praticamente entre a parte traseira do humbucker e o lado da frente da ponte. Eu não estou mantendo minha mão em um lugar em todos os momentos, eu gosto de senti-lo (o baixo).

Bass Player: E quando você toca com os dedos, onde você bate nas cordas?

Johnny Christ: Eu normalmente vou para a direita ao longo do humbucker. Eu descanso meu polegar no canto superior esquerdo do humbucker e deixo os dedos caírem onde eles estão depois disso.

Bass Player: Você grava com que plataformas?

Johnny Christ: Tivemos uma DI em tudo, mas nós também usamos meu Gallien-Krueger 2001 RB em um táxi Ampeg 4x10 que tinha no estúdio. Fizemos uma espécie de teste com as combinações de gabinetes, e um deles era sempre bom.

Bass Player: Qual é o seu equipamento ao vivo?

Johnny Christ: Eu tenho usado o RB GK 2001 sempre. Para mim, ele tem o melhor canal de distorção por aí. Vou correr pelo canal de distorção do RB 2001, vou enviar outro sinal de uma Gallien-Krueger limpa, e eu vou enviá-los cada um para um táxi 8x10. Meu volume de palco é um pouco desagradável. [Risos] Para o meu canal limpo, eu só comecei a tocar Fusion 550 com cabeça de GK, um amplificador limpo com um pré-amplificador de tubo. Eu pensei que ele pudesse fazer um som alto e incrível, e ele fez. Eu também tenho tocado com um dos novos gabinetes Neo 810 Gallien-Krueger, que são inacreditáveis. Estou super feliz com o meu equipamento ao vivo agora.

Bass Player: Você tem preferência por alguma marca de corda?

Johnny Christ: Seis meses antes de irmos para o estúdio, a Ernie Ball me enviou um pacote de suas cordas de cobalto para experimentar. Eu não estava acreditando que iria mudar algo, mas quando eu tentei, eles tinham um brilho metálico que foi muito legal. Então eu mudei para tocar com Cobalto.

Bass player: Como que você usa a sua grade de pedais?

Johnny Christ: Não há nada constante, mas há momentos em algumas músicas onde eu vou trazer um pedal de chorus. Agora eu estou usando o pedal chorus H2O, e, ocasionalmente, a Dunlop Crybaby Wah. Nosso estilo é heavy metal simples e rock pesado, então eu não foco muito em efeitos graves. Mas de vez em quando, é legal por no meio de um coro. É também uma outra ideia de Duff.

Bass Player: Quando conversamos pela última vez, a banda tinha acabado de começar a tocar com o baterista Arin Ilejay. Gostaria de saber se você poderia me dizer sobre sua evolução como uma dupla rítmica desde então.

Johnny Christ: Ele realmente se encaixou perfeitamente. Nós evoluímos juntos, em partes do novo disco, por exemplo, eu realmente entendo onde ele está querendo ir com os seus estilos de tocar e de paradas. Mas no geral, não foi muito uma transição. Ele toca as músicas da maneira que é necessária ser tocada, e isso torna o meu trabalho muito mais fácil de travar com ele.

Bass Player: Entre Arin, Mike Portnoy, e Jimmy "The Rev" Sullivan, a banda teve alguns pesos pesados por trás do kit de bateria. Como é que cada um deles se diferencia de sua perspectiva na questão de tocar um groove?

Johnny Christ: The Rev basicamente me ensinou a me encaixar. Ele foi meu mentor, ele me ensinou muito, e eu aprendi apenas tocando com ele. Ficamos em sincronia uns com os outros ao longo dos anos. Eu ainda toco muito esse estilo que Jimmy me ensinou a tocar.

Trabalhar com Mike foi ótimo. Quando fomos fazer Nightmare, ele ouviu muito atentamente as demos que Jimmy já tinha gravado e ficou muito fiel a elas, mas ele tinha uma sensação um pouco diferente. Jimmy escutou um monte de funk e jazz, e ele foi capaz de colocar de volta um pouco mais ao Metal. Mike era um pouco mais metal e progressivo, mas ele definitivamente tinha toda a capacidade para fazer aquilo.

Arin cresceu tocando na igreja, então ele tem um monte de estilos evangélicos. Nós o ensinamos sobre o estilo que estamos indo para com a banda, e ele a pegou no meio da viagem, ele está se matando. Cada baterista tem uma sensação um pouco diferente, mas Arin apenas coloca um groove e senta-se atrás da bateria. E realmente nos permite pensar, especialmente sobre essas novas músicas. Quando estamos tocando ao vivo e com adrenalina, pode ser difícil de se acalmar em uma música que pode exigir isso. Mas nós temos feito isso por muito tempo, não demorou muito para todos nós, para seguirmos juntos.

Agradecimentos: Grazielle Maciel
Compartilhe!
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...