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terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Eu quero que a gente se torne ainda maior e melhor", diz Matt Shadows sobre o sucesso do Avenged Sevenfold

O site sueco Skanskan.Se conversou com Matt Shadows durante a passagem da banda pelo país para o show que aconteceu no último dia 8 de novembro. Durante a conversa Matt falou sobre a superação da morte de Jimmy e seguir em frente, o novo álbum Hail To The King e suas inspirações e principalmente sobre a carreira da banda que hoje lota arenas no mundo inteiro e é considerada a maior promessa do metal no mundo.



Confira abaixo a entrevista completa traduzida:

Avenged Sevenfold é uma das mais aclamadas e promissoras bandas de metal dos últimos dez anos, que vem lotando arenas, e também vendeu milhões de cópias do seu último álbum, alcançando o topo das paradas com o devído mérito. Mas de uma certa forma, essa conquista tem um lado obscuro. Pouco antes do final de 2009, o baterista James "The Rev" Sullivan foi vítima de uma overdose acidental, com apenas 28 anos de idade. A história de mortes jovens dentro do mundo do rock havia feito mais uma vítima.

Skanskan.Se: Mesmo assim, a banda optou por terminar a turnê agendada. Mas a crise estava longe de acabar. Gravar o álbum da turnê atual, Hail to the King, sem seu amigo de infância foi mais difícil do que os membros da banda poderiam imaginar ?

Matt Shadows: Sim. Foi, sem dúvida alguma uma das coisas mais difíceis que já fizemos. Primeiramente, não sabíamos como o nosso novo baterista iria trabalhar, mas havia algo mais profundo nisso tudo. Nós fomos amigos de Jimmy por 18 anos e o conhecíamos por dentro e por fora, então o que aconteceu com ele foi muito triste. Mas ele sempre esteve por perto e permanecerá em nossos corações para sempre.

Skanskan.Se: Matt disse que a ideia de seguir em frente após a morte de James e fazer outra coisa, certamente estava presente, mas foi deixada de lado. Quando os quatro membros restantes discutiram sobre o assunto, concluiram conjuntamente que a única coisa a se fazer era continuar e tentar de todas as formas deixar um grande legado musical. E agora, temos a conclusão do primeiro resultado destes esforços: Hail to the King, um álbum fortemente influenciado por bandas clássicas como Black Sabbath e Led Zeppelin.

Matt Shadows: Eu gostaria de dizer que este álbum é o mais baseado em “groove” que nós já fizemos, possui letras com um ar de “blues”. Nós tentamos fazer algo que fosse sonoramente grande. Uma vez que, em geral, soa absolutamente mais “rock n’ roll” dessa vez.

Skanskan.Se: E sobre as letras ? O título “Hail to the King” sugere que você escreveu sobre acontecimentos históricos ?

Matt Shadows: Abordamos diversos temas, mas estamos falando em forma de imagens. Metáforas contando histórias, como se estivéssemos escrevendo sobre coisas como a religião, reis e rainhas, mas falando de outra coisa.

Skanskan.Se: Essa foi a segunda produção de Mike Elizondo com vocês, mas queremos saber o porquê. Afinal, ele não é mais conhecido por trabalhar para artistas como 50 Cent, Dr. Dre e Eminem ?

Matt Shadows: Quando fizemos o último álbum, Nightmare, percebemos que ele tinha tempo e competência para produzir para uma banda de rock. Nós confiamos nele, ele é uma boa companhia. Além disso, ele cresceu como uma “cabeça de metal”, bem antes de optar o hip hop.

Skanskan.Se: A esta altura, o Avenged Sevenfold está em seu décimo quarto ano como uma banda. As mudanças musicais foram muitas, mas em termos artísticos, a banda evoluíu. O fato dos dois últimos álbuns terem alcançado o número um na lista dos EUA, diz muito à respeito disso.

Matt Shadows: O que me faz mais feliz é a minha família e os meus amigos, mas o Avenged Sevenfold está lá como uma chama constante na minha cabeça, e não estou satisfeito ainda. Eu quero que a gente se torne ainda maior e melhor, assim não haverá espaço algum para liberarmos músicas de qualidade duvidosa. É algo que todo mundo que convive comigo tem que respeitar, então eu não vou fazer nada estúpido que possa destruir isso.

Skanskan.Se: Muitas bandas que se esforçaram para conquistar um avanço, dizem que é melhor esperar pelo sucesso do que ter sucesso imediatamente, para que nada atrapalhe. Você concorda com isso  ?

Matt Shadows: Eu não poderia concordar mais! Mesmo sabendo que quando fizemos nosso primeiro álbum, todos disseram que não tínhamos nenhuma chance de fazer sucesso, nós sempre fizemos o que queríamos e o que nos agradava. Desde o início nós tivemos um sentimento que se agíssemos por conta própria, nada daria errado. Então, produzir devagar é definitivamente a coisa certa.

Nota final da matéria: Os dois últimos álbuns do Avenged Sevenfold: Hail to the King e o antecessor, Nightmare, foram diretamente para o primeiro lugar nos EUA. Quando o baterista James “The Rev” Sullivan morreu, o ex-baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, ficou com a banda por um tempo determinado para a turnê seguinte.
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