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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Análise do show no Rock In Rio

Depois de mais de uma semana da apresentação do A7X no Rock in Rio, trago aqui a análise do show. O tempo foi necessário para uma crítica menos parcial, poder rever o show diversas vezes e não apenas escrever no “calor do momento”, após ter assistido a banda ao vivo. Esse texto também visa trazer informações e respostas a alguns questionamentos de fãs mais novos do Avenged Sevenfold. Vamos começar analisando música por música:
Como esperado, o Avenged Sevenfold abriu o show com Shepherd of Fire, música que também abre seu novo álbum. Embora não tenha uma introdução tão explosiva como Nightmare e Critical Acclaim – músicas que serviram de abertura para os shows da banda por bastante tempo – a canção é ótima e funciona tão bem quanto as outras duas citadas para abrir o show. A recepção do público foi calorosa, que vibrou ainda mais quando o piano de Critical Acclaim começou a tocar. Este foi um dos momentos mais bonitos do show, com a platéia fazendo um enorme coro no solo introdutório da música. Shadows – que esteve muito bem afinado o show inteiro – executou perfeitamente os gritos e tons altos da música. Quem viu nosso post sobre o suposto setlist, sabe que estávamos esperando Welcome to the Family em seguida, mas decidiram trocá-la por Beast and the Harlot, uma música mais pesada e técnica, e foi uma excelente escolha. Novamente o público fez outro coro grandioso quando Synyster Gates começou a tocar as primeiras notas da música. Outro momento muito legal de ter presenciado. Música muito bem executada.
Foi a vez então de M. Shadows anunciar Hail to the King para o público, que vibrou bastante. Gates cometeu alguns erros no início da música – percebe-se que o guitarrista estava um pouco nervoso, pois já havia cometido um pequeno erro no solo de Beast and the Harlot – , mas de forma alguma comprometeu a música ou o show em si: é perfeitamente normal os músicos cometerem pequenos erros em alguns shows. Shadows não fez uma observação que tem feito em shows anteriores: “não é Hey, é HAIL!” – então algumas pessoas gritavam a primeira, outras a segunda (algumas resenhas que vi em grandes veículos de comunicação também erraram). O público também cantou em peso o refrão (como havia dito em uma resenha da música, ela funciona muito bem ao vivo). A guitarra de Synyster estava bem mais alta que a de Zacky, tanto no evento como na transmissão pela TV, isso prejudicou um pouco a execução da música. Synyster começou uma melodia na guitarra e então foi para a introdução da grandiosa Buried Alive, outra música que também tem muita força ao vivo e que muita gente cantou, tanto versos como refrões. Novamente uma surpresa: a banda, que não costumava tocar baladas em festivais onde tinha tempo limitado, apresentou Fiction (Doing Time, do novo álbum, ficou de fora). Quem acompanha o Avenged Sevenfold sabe a importância dessa canção: foi a última que The Rev cantou antes de morrer, e possui imenso significado tanto para o grupo como para os fãs. Uma música muito bonita, tocada com uma linha diferencia da versão de estúdio (destaque para a bateria) e que pela escolha percebemos que o A7X não estava assustado em tocar entre Slayer e Iron Maiden. Ótima homenagem para The Rev e para os fãs também, por que não?
Voltando para arrancar ainda mais coros do público, foi a vez de Nightmare. Vale ressaltar que a essa altura do show, Gates parecia ter perdido o nervosismo. Mais uma música muito bem executada e que o público cantou muito. O único ponto “negativo” fica para os backing vocals de Johnny Christ. Embora soe melhor que Zacky (este fazia os backings nas primeiras apresentações da música), às vezes fica sem fôlego. Pequeno detalhe que não prejudica a canção como um todo. Hora de mais uma do novo álbum: This Means War. Muitas pessoas ainda não estão familiarizadas com as novas músicas, então essa não teve uma participação e também não agitou tanto o público como as clássicas, mas isso é questão de tempo. A banda toca com bastante gosto as novas músicas. Velha conhecida pra quem acompanha a vinda do A7X ao Brasil desde 2008, Afterlife sempre é sucesso entre o público, e dessa vez não poderia ser diferente. A música tem um dos mais belos solos da banda, executado com maestria por Gates.
Última música do novo álbum a ser apresentada, Requiem se mostrou bastante interessante ao vivo. Combinando com o cenário de fundo – que, só a título de curiosidade, é um cenário de uma turnê do Nightmare, mais fácil de transportar do que o atual, com o grande “King” no fundo – a canção sombria agradou o público, que apesar de não saber a letra, aplaudiu bastante. Para encerrar com chave de ouro, a banda deixa para o final dois grandes sucessos: Bat Country, música que levou a banda ao sucesso no mainstream, e Unholy Confessions, queridinha dos fãs mais antigos. A bateria de Bat Country é uma das mais divertidas e com uma das viradas mais interessantes do grupo, as quais Arin já domina faz tempo – o baterista está tocando todas as músicas muito bem e parece sempre estar descontraído. Shadows também se divertiu muito cantando o hit, correndo de um lado pro outro do palco. Unholy Confessions encerra o show e o recado está dado: além dos fãs que vem ganhando, a banda também ganhou o respeito de muitos que estavam ali pra ver outras bandas, que podem continuar não gostando da banda, mas com certeza passaram a ver a banda com outros olhos.

Por: Lucas Paim - Avenged Sevenfold Brasil
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